segunda-feira, 23 de agosto de 2010

faça chuva ou faça sol


Às vezes procuro vestígios, mas a verdade é que não quero encontrar. E vou lembrando, vou lembrando vagamente das janelas dos olhos teus que permanecem fechadas enquanto está chovendo, com o rosto escondido por trás das cobertas fingindo que nada dói, sem suportar a dor que é real e o sentimento que é mais real ainda, mas que ninguém pode saber.
Não quero tocar seu rosto, nem enxugar suas mágoas que estão encharcando todo o colchão, eu não quero saber, eu tenho receio de saber e finalmente tomar uma decisão ou pior que isso, não ter decisão para tomar. Eu não quero que você fale nada e também não quero falar mais nada, eu quero só que me olhe e me diga alguma coisa com os olhos já em tempos de sol.
A questão é que há vezes em que eu pesquiso demais, mas não quero saber. Vezes em que eu falo demais, mas não quero ouvir e outras ainda que ouço demais e não quero dizer.
Eu encontrei um caminho certo esses dias, eu fingi que não era meu e deixei para trás, preferi ficar sentada ao seu lado na cama te esperando parar de chover enquanto nevava aqui por dentro, nevava uma neve tão fria e vermelha que eu temia que meu peito não pudesse suportar, mas suportou. Danado, já suportou tanta coisa que eu tenho até medo de quando ele não vai mais poder. Então quando eu cansei daquilo tudo, daquela perda de tempo, daquele “não deveria ser assim” e mais ainda daquele “Meu deus, o que estou fazendo aqui? Quem sou eu nesse momento?” daquela coisa que arrancava energia de mim e que eu nunca precisei para viver, apesar de que queria viver com, eu levantei.
Levantei e fui dando passos curtos e lentos com o propósito de que acontecesse algo no caminho até a porta, qualquer coisa serviria, qualquer pequeno gesto me seria o suficiente, até que me serviu. Você levantou bem devagar, sentou e ficou me olhando ir embora, daí então eu me encostei na porta deixando você pensar se eu deveria ou não deveria ir embora, eu tinha medo de ir. E se eu quisesse voltar e a porta estivesse fechada? Ou muito pior que isso, e se eu não quisesse voltar?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ramirez (again)

Um dia em 2006 eu entrei na sala de aula e uns amigos disseram "Jucy, Jucy! Ouve essa música que ela foi feita para você!"
Matriz - Ramirez
Composição: Thiago Pedalino e Marcos Sketch

Sei que vão dizer que não adianta olhar.
Pois acabou de passar dos 16.
Mas olha só o jeito dela dançar.
Seu tênis preto All-Star.
Sem nem ligar se vão notar.

Sorria e fecha os olhos, sabe que
É musa soberana nesse bar.
Mas se você quer ser feliz.
Confia em mim, me deixa te mostrar.

Que de todas é a matriz.
Menina singular.
Capaz de transformar meu desenho em arte final.
Olha só o seu perfume no ar.

Maquiada com ar de quem sofreu;
Por amor e não quer mais se entregar.
Espera o tempo passar.
E até já dizem por aí.

Que ninguém vai conseguir se aproximar.
Que o lápis no seu olho é pra afastar.
Quem não quiser te ver feliz.
Confia em mim, me deixa te mostrar.

Que de todas é a matriz.
Menina singular.
Capaz de transformar meu desenho em arte final.
Não há ninguém assim, que faça prometer:

Você vai ser a mais feliz.
Se confiar em mim.
Deixar eu te mostrar que eu não sei viver sem você.
Vou ficar até a festa acabar

Só pra ver se ela vai.
Olhar pra mim...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Se você se apaixonou à primeira vista por uma mulher e não sabe o que fazer, mande flores. Na verdade, sempre que não saouber o que fazer em relação a uma mulher, mande flores."

Serenata de Amor - Garoto.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ela sempre diz que não o ama mais, que sem ele ela vive e que não sente saudades, e nem a menor vontade de mudar alguma coisa, mas se esse homem perde o medo de perdê-la, meu deus! De repente ela nem se ama mais e depois morre.Que vidinha medíocre.

domingo, 1 de agosto de 2010

Tira essa camisa, Rapaz, dá para a Rafah porque acho que só ela que quer.
Achei tão linda.
Ele ri e chora, promete ir embora, mas está sempre por aqui. Ele me cativa.