sexta-feira, 26 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

          Vou mudar um tempo de endereço para ver se a saudade me deixa em paz
      Achar demais que mereço de tudo o que tenho, ainda algo mais.
                  Esperar que me estenda essa mão e não largue por qualquer pelejo
        Vou fechar meus olhos - em vão - e devorar por dentro o que há tempos não vejo
      Confundir meus joelhos achando que isso vai me tirar do lugar
Pedir outra dose de cana e cantar sem vergonha em uma mesa de bar
    Quero outros minutos, se puder
                           Quero outro tempo, o que vier
                                   Quero a melodia da voz bonita que me faz querer dançar
               Quero tanto, quero tudo, quero pouco, quero mais

   Quero só...



                                   Eu quero já!
Cansei de falar da chuva, ela me lembra - vagamente - a solidão.
   Finja que tudo vai ficar bem, uma hora vai ficar. Deixa esse medo para depois, deixa esse sono acumular. Pede mais uma cerveja, olha para mim, vamos conversar. Você já tomou banho de rio? Já dormiu na beira do mar?
  
   Levanta essa cabeça, todo mundo quer te ver. Tira o passado do bolso, tenta esquecer. Fala mais um pouco, eu quero te conhecer. Qual música você quer ouvir? Qual filme você quer ver?

   Pára de achar que nada mudou, que nada ficou, que o mundo não lhe pertence, que não vai conseguir, que vai desistir, que é melhor deixar para lá. Pára de ter medo do risco, da dúvida, da música nova, da chuva. Não tenha medo da chuva, meu amor! Deixa a chuva te molhar.

    Vem pra perto que eu não sou uma pessoa má, chega mais perto, mais um pouquinho. Eu quero te olhar de perto, olhar os poros, os olhos, o contorno do riso. Onde ele começa e onde ele termina. Quero saber mais do seu cheiro, do seu penteado, do seu frio, mas eu quero saber de perto, bem de perto.
   Quando eu acordo sorrindo é porque sonhei com você.

quarta-feira, 24 de abril de 2013