sexta-feira, 18 de maio de 2012
Decisões à parte
Não se afaste, não me afaste. Não recue, não fale alto, não
minta, não destorça uma situação. Não burle as regras sem se importar, não fale
nada, fique aí quieto, calado.
Passei anos tentando criar coragem para terminar algo que já
tinha terminado, depois de você eu criei essa coragem. Criei mesmo, fui lá, dei
a cara à tapa e terminei, dei um ponto final. Fui mesmo! Foda-se se você vai
contar isso para alguém, foda-se se você não se importa, foda-se se isso não
vai mudar nada, foda-se! Eu sou assim, sou desse tipo. Eu aposto, eu confio, eu
tento e se eu não consigo eu tento de novo e se não consigo de novo, faço
melhor que isso. Consigo por outro método, outro meio, outra forma, mas
consigo. Não é você, não vai ser você, porque você não deixou. Mas a vida continua,
parceiro, a vida continua porque o mundo tem 5 bilhões de pessoas e meu coração
agora tem 5 bilhões de pedaços, quem se importa? Eu colo, eu monto, eu faço.
Foda-se se você quer ir embora, se deu sua hora e se qualquer outra coisa no mundo é mais importante para você do que eu. Não quero lábia, ladainha, conversa fiada. Foda-se a sua idade, sua profissão, o seu carro, sua maconha. Nada disso me importa, nada. Só seu sorriso, seu olhar, seu cheirinho bem perto. Isso me importa. Importa a sua voz, seu dialeto chulo, sua presença. Qualquer coisa que venha de você me faz feliz, qualquer coisa boa que venha de você me faz feliz.
Mas felicidade a gente encontra em tantos cantos, de tantos formatos e amanhos e espécies, vou sobreviver, meu amor. Vou sobreviver sem você, você não precisa mais criar toda essa cena, essa saída, essa conversa vazia. Foda-se se eu errei em alguma decisão, por algum segundo, em qualquer instante. Eu tentei, não tentei? E isso para mim significa algo, eu tento adquirir tudo de bom que qualquer coisa pode oferecer.
Foda-se se você quer ir embora, se deu sua hora e se qualquer outra coisa no mundo é mais importante para você do que eu. Não quero lábia, ladainha, conversa fiada. Foda-se a sua idade, sua profissão, o seu carro, sua maconha. Nada disso me importa, nada. Só seu sorriso, seu olhar, seu cheirinho bem perto. Isso me importa. Importa a sua voz, seu dialeto chulo, sua presença. Qualquer coisa que venha de você me faz feliz, qualquer coisa boa que venha de você me faz feliz.
Mas felicidade a gente encontra em tantos cantos, de tantos formatos e amanhos e espécies, vou sobreviver, meu amor. Vou sobreviver sem você, você não precisa mais criar toda essa cena, essa saída, essa conversa vazia. Foda-se se eu errei em alguma decisão, por algum segundo, em qualquer instante. Eu tentei, não tentei? E isso para mim significa algo, eu tento adquirir tudo de bom que qualquer coisa pode oferecer.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Desculpe ser
intensa.
Seus olhinhos não
vidraram nos meus e seu silêncio machuca muito mais que a resposta que eu não
queria. Eu só tinha que te dizer, eu só queria te dizer que eu abriria mão do
resto para estar com você. Confiando na sua irresponsabilidade e te esperando
voltar. Enojando o seu cigarro que me faz vomitar, esperando e assistindo você
acordar. Eu só queria que você soubesse que eu arriscaria sim, por que não?
Desculpe minha
intensidade, meu apego, querer te cuidar. Desculpa perguntar demais, falar
demais, esperar demais. Gosto de tudo em você, desculpa por isso também. Pelas
mensagens compridas demais, por te fazer andar demais, beber demais, pensar
demais.
Gosto do seu jeito
de piscar os olhos, limpar os óculos e sorrir sem jeito. Falar pouco, deixar
subentendido, sorrir para mim. Gosto do seu sorriso, é disso que gosto mais.
Gosto mais ainda porque depois do seu vem o meu, i n e v i t a v e l m e n t e
.
Suas mãozinhas não
cruzaram com as minhas e nossas manias são manias demais para nós dois, mas
quem se importa? Talvez você nem lembre de mim quando acorda, nem quando me
encontra. Talvez você precise tratar esse problema de memória, mas eu não me
importaria em te lembrar dia após dia todas as coisas importantes que você
precisasse saber.
Eu já fiz demais, eu
já falei demais, já demonstrei demais. Eu criei coragem por você, eu aprendi
coisas com você, eu mudei minha rotina para não deixar vestígios, nem
obstáculos, nem passado nenhum adentrar nesse caminho, mas seus olhinhos não
vidraram nos meus e suas mãozinhas não cruzaram com as minhas.
Talvez eu quisesse
ser mais que a moça do vinho, talvez mais que a sua confidente, que seu porto
seguro, que sua razão. Talvez isso seja pouco demais para mim, desculpe ser
intensa, mas eu não queria cansar, já cansando. Eu já quis demais, já esperei
demais, mudei demais. Pode ser que nada mude mais, que as coisas voltem a seus
devidos lugares, de onde não deveriam nunca ter saído.
Talvez não esteja
no tempo certo, na forma certa, na história certa. Talvez eu queria demais, eu
queira desviar seu olhar, seu ponto fixo. Talvez seja isso. Talvez não seja você,
talvez eu queira mais, precise de mais, encontre um pouco mais. Minha vida já é
recheada de frustrações e logo depois que eu aprendi a não confiar nas pessoas,
eu conheci você. Criei uma ou outra expectativa, deixei a saudade machucar e ir
embora, senti falta da sua voz, do seu abraço, mas você não me deu brecha, nem
olhou com seus olhinhos nos meus olhinhos e meu amor, esperar cansa.
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