domingo, 15 de janeiro de 2012

Não acredite em tudo o que ouve, nem no que houve.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Não me ligue, não me proponha, não me troque, me escolha.
Não, me ligue, me proponha, me troque, mas não me escolha.
Deixe que eu vou só, não tenha dó de mim
Cada um em seu caminho, vai ser melhor assim.
Não refaça nossos planos sem mim
Não esconda as verdades para mim, por mim
Não me esqueça, mas não me procure mais
E por favor, me escolha, mas não me ligue mais
Seja real nos seus olhares, mas não me olhe mais
Seja sincero com as palavras, mas não me diga mais
Traga conforto no abraço, mas não me abrace mais
E por favor, me ame, mas não me ame mais.
Ela me chama quando quer, eu penso se eu vou lá
Me envolve num ardil qualquer querendo me enganar
Essa situação não quer chegar a um final
Eu sou garoto de aluguel, mas não vão me comprar
Eu vou te dar o teu prazer, mas com amor é mais caro
Com amor é mais caro
O meu amor é mais caro
Diz quanto você pode pagar.
E diz se você pode pagar.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Esse ano eu quero um bom emprego, um bom amor, problemas novos porque estou cansada dos velhos. Não quero perder mais ninguém que eu goste, que eu ame, que me faça bem. Eu quero bom humor, sabedoria, saúde para caralho e um vocabulário formal.
Quero umas doses às vezes, quero esquecer meus cigarros, retocar meu cabelo, perder peso e uma pele menos oleosa.
Quero que seja um ano de paz, um ano de muita paz e quero, mas quero muito que esta porra não acabe em dezembro como dizem por aí.
Quero melhores condições nos ônibus da cidade, quero caixas de chocolate, notas boas na faculdade e muita diversão. Quero viagens, aprender coisas novas e a fazer uma bela trança embutida.
Quero café quente, minha habilitação e blá blá blá.
Quero mais segurança no meu estado, mas isso –quase- não é possível, e também não deveria ser pedir demais.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Você prometeu ficar comigo para sempre. O 'para sempre' mais depressa que eu já vi.
Certo, mas e agora?

Tínhamos planos, tínhamos metas. Nossos cachorros, nosso quintal, nossa varanda. O garotinho correndo com um boné aba reta, uma caneca de café maior que o seu copo de vitamina e um varal que ficasse longe do muro baixo. Tínhamos planos de dividir nossas escovas, a mesma cama, o mesmo abajur. Dividir as almofadas, o cobertor, a rede pendurada na varanda. A cor do vestido, o modelo da gravata, o penteado. Como seria tudo, onde estariam todos, onde estaríamos nós. E agora?
Agora para onde vamos nós? Eu sem você, você sem mim. Será que isso não te dói nem um pouquinho desse jeito que dói em mim?
  Algumas tardes refletem meses, enchem sua casa de lágrimas e de vontades que não sabe de onde vieram, mas estão ali. Tentando te encher de coragem para fazer qualquer bobagem que pareça solucionar todos os problemas. E é bem nessa tarde, bem nessa sala que você não vê ninguém. Que você ouve, você lembra, mas você não vê ninguém. 
  Alguns momentos deveriam repertir mil vezes quando a dor assolasse o coração. Alguns cheiros deveriam preencher todo o espaço quando não conseguisse mais esquecer aquele cheiro de podridão, de sujo, de lixo.
  Algumas músicas deveriam tocar sem que ninguém precisasse acionar, algumas noites deveriam chegar antes da lua dançar no vasto céu e o dia deveria surgir quando a escuridão começasse a fazer medo.
  Algumas dores não deveriam doer tanto assim, algumas pessoas não deveriam ser tão difíceis de esquecer.
  É complicado fazer planos quando não se tem um caminho traçado.