terça-feira, 20 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Poizé, hoje é um domingo mais ou menos, iniciando uma semana mais ou menos de uma vida mais ou menos de uma garota mais ou menos mais para menos do que para mais. Dá para você? Nem para mim.
Ultimamente tem alguma coisa me corrompendo, não sei, de repente de todos os lados as pessoas começaram a mudar, umas me falam de como ficar rico sem muito esforço, e em pouco tempo pôr tudo isso a perder, mas ninguém se importa afinal você estará morto. IIIIh, Barão do Tráfico, sai dessa, rapaz.
As demais vieram me falar sobre futuro, falaram tanto que quando fecho os olhos eu já vejo um futuro lindo e um caminho longo e filho da puta que eu preciso seguir para poder chegar nesse tal futuro lindo.
Nesse caminho tem três pilhas de livros, óculos com o grau cada vez maior, cabelo bem arrumado, coluna fora do lugar e um dialeto meio gay - dando adeus à minha juventude.
Eu quero ficar só. Quero ficar só em uma casa e que minha casa seja a única da avenida e minha avenida seja a única do bairro e este o único da cidade e esta a única do mundo! Eu quero um mundo só para mim, com problemas só meus, e dores só minhas e saudades só minhas e que ninguém (eu disse n i n g u é m ) esteja por perto para pôr em risco a minha paz. Que minha saudade tenha um limite só dela e acabe quando quiser, e que meus medos morram quando o sol nascer e que os desejos que são mais fortes do que eu desapareçam quando o sol se pôr.
E quando eu desesperar em busca de alguém, quando eu perder as estribeiras procurando por todas as ruas da minha cidade e do meu mundo por um alguém para me olhar nos olhos e me tratar como uma humana de verdade, eu quero que me dê uma intensa vontade de dormir e que eu só acorde depois que o sol nascer e que aí meus medos já tenham morrido. Quero um ciclo, por um tempo qualquer. Quero uma rotina que me prenda de alguma maneira e não me deixe mais ser tão triste. Quero uma mudança em minha vida, uma coisa boa, uma coisa legal, uma coisa que – porra! – eu quero ficar bem, quero me sentir bem.
Quero sair em busca da paz, mas hoje não posso pois tenho prova amanhã. Daí amanhã não posso porque tenho que rever os assuntos e na terça eu não posso porque vou ter treino, eu quero a porra de um pouco de tempo para mim, de um pouco de tempo só meu.
Deixar meu altruísmo de lado e não pensar em ninguém, por um tempo qualquer, um tempo até mesmo pequeno, mas que exista. Quero um pouco de sorte, de saúde, de garra.
Eu vou ficar bem.
Eu sei que estou parecendo um pouco egoísta, falando de mim o tempo inteiro e querendo para mim o tempo inteiro, mas foda-se, o texto é meu, o blog é meu.
domingo, 27 de junho de 2010
Morena

Mostra para mim o que o mundo não viu, morena
Veste teu vestidinho preto e teu sapatinho de cristal e passa por mim mesmo que eu nem veja, mas desce desse pedestal, princesa
Desce que aí não é o teu lugar, teu lugar é jogada em uma relva bem cuidada
Ou talvez sentada em uma nuvem de paz.
Larga e deixa que teu sorriso se pendure no ar, perdure no ar
Deixa teu rastro de perfume no ar, deixa teu perfume no ar, no ar, morena
E mostra para mim o que o mundo ainda não viu.
Morena, morena, me mostra com esses olhos cor de mel e esse cabelo que é teimoso demais
Mostra, morena, mostra as mentiras e as verdades que os homens contam demais, que doem demais
(E como doem, meu deus, mas como doem demais).
Abre teus braços, morena
Abre os teus braços e me abraça senão eu vou cair
Nesse vazio aqui por debaixo dos meus pés, morena
Que sopra um vento frio que tira a minha alma do lugar
Vem e me abraça senão não dá mais, morena, não dá mais para suportar.
Morena sozinha, morena menina, menina sozinha
Vem cá e me diz qualquer coisa
Ou não, vem cá e não me diz nada não
Fica calada olhando para mim e me deixa encontrar nos teus olhos as cores do meu jardim, ou me traz um pedaço de chão
Me olha por um tempo qualquer, um tempo pequeno, pode ser
Um tempo para te escrever um poema que lhe arranque um sorriso
Eu quero um sorriso, morena
Eu só quero um sorriso
Eu não sou desses homens que te fazem chorar
Não sou desses que fazem sofrer
E eu nunca aprendi a mentir.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Me dê motivos - Tim Maia
É engraçado, às vezes a gente sente fica pensando
Que está sendo amado, que está amando e que
Encontrou tudo o que a vida poderia oferecer
E em cima disso a gente constrói os nossos sonhos
Os nossos castelos e cria um mundo de encanto, onde tudo é belo
Até que a mulher que a gente ama, vacila e põe tudo a perder
E põe tudo a perder...
Mê de motivo, para ir embora
Estou vendo a hora de te perder
Mê de motivo, vai ser agora
Estou indo embora, o que fazer
Estou indo embora, não faz sentido
Ficar contigo, melhor assim.
E é nessa hora que o homem chora,
A dor é forte demais pra mim
Já que você quis assim, tudo bem
Cada um pra o seu lado, a vida é assim mesmo
Eu vou procurar e sei que vou encontrar
Alguém melhor que você, espero que seja feliz
No seu novo caminho, ficar contigo
Não faz sentido, melhor assim
Mê de motivo, foi jogo sujo
E agora eu fujo pra não sofrer
Fui teu amigo, te dei o mundo
Você foi fundo quis me perder
Agora é tarde não tem mais jeito
O teu defeito não tem perdão
Eu vou à luta, que a vida é curta
Não vale a pena sofrer em vão
Pode crer você pôs tudo a perder
Não podia me fazer o que fez
E por mais que você tente negar, me dê motivo
Podes crer eu vou sair por aí
E mostrar que posso ser bem feliz
Encontrar alguém que saiba me dar
Me dar motivo
sexta-feira, 11 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
A gota d'água.

E era um dia qualquer e por ser um dia tão qualquer eu não queria nada, não queria fazer nada, falar nada, nada, absolutamente nada. Eu nem sequer me sentia, estava neutra, a par do mundo, em um mundinho paralelo ao mundo real, um mundo meu, só meu, onde ninguém mais poria os pés. Não via graça na tevê, não queria sentar e ler, não queria ouvir música, nem dançar, nem rir à toa, nem rir sozinha no meu quarto em solidão como uma adolescente rebelde e desvairada aos 15 anos, sem precisão.
Não queria sair, tomar banho, trocar a roupa, ficar bonita e cair no mundo, não queria nada disso. Nada. O Nada nunca se fez tão presente em mim.
Então sentei no sofá, no sofá de enfeite. Sentei no sofá, fiquei um longo tempo pensando em milhões de coisas e nada me tirava do foco, nem a festa, nem a festa mais esperada do ano me tirava do foco. A festa de sábado que eu tanto esperei, que montei minha roupa e minha cartucheira nova. Que retoquei os cabelos e emagreci um pouquinho para não fazer feio, a festa não me tirava do foco. Parecia mais que eu não queria ir, e eu não queria ir.
Mas agora eu quero ir. E N L O U Q U E C E R. Enlouquecer, ouvir psy trance e no primeiro pulo não voltar mais para a superfície. Voar e não colocar mais os pés no chão. Sorrir uma vez e não deixar mais aquela estampa sair dali. Grudar e ser para sempre feliz. Eu quero ir, ir e me perder, quero me procurar e me encontrar, talvez até mesmo fora do foco. Ao menos ali eu quero me encontrar de alguma maneira, estou cansada de não me encontrar de maneira alguma. Quero seguir os conselhos dos velhinhos do dominó, aproveitar a juventude, usar protetor solar e não me viciar em cigarros. Não me viciar ainda mais em cigarros.
Estou cansada de ter dias iguais a essa terça-feira citada, cansada. Cansada de terças-feiras onde até o tempo se esquece de mim. Lembra que eu falei que parecia que seria um dia de sol? Pois então, de repente começou a chover. Veio a chuva de um lugar tão longe que mal se ouvia a chegada e chovia como se o céu estivesse bem pesado e quisesse desabar sobre a terra. Pois eu quero a chuva. Eu quero a chuva. Não vou nem fechar a janela porque não me importa se molhar toda a minha sala de estar. Eu quero a chuva, molhar os pés, acender os faróis, o frio.
Nem pensei duas vezes, coloquei minha roupa de banho e fui à piscina. Eu saí de casa às 14:14 e voltei às 14:41, bem irônico, eu sei, mas 20 e poucos minutos são muito pouco. Tantas tainhas e txibuns e uma vontade imensa de me perder nas águas, vontade de de repente ser água também, e ninguém mais me encontrar. Parecia que a eternidade estava ali, boiando ao meu lado. Com o mesmo frio e sentindo as gotinhas da chuva fazer cócegas no rosto. Imersa. Estava imersa em uma tristeza profunda, tão profunda que meus pés nem tocavam o chão. E todo esse escuro e toda essa profundida estava emersa do mundo, longe, for de onde eu estive um dia.
A eternidade se fez presente e de repente se fez saudade. Aiai, aquela velha vontade de derreter e não ter mais dor, nem saudade nem vontades e nem nada deste tipo. Vontade de ser taça de vidro e sair de boca em boca e de repente se repartir no chão, jogada por um poeta bêbado que de tão embriagado perde as estribeiras e me fazer em milhões de pedacinhos tão pequenos, mas tão pequenos que para recolher por completo teria que pressionar o dedo com cuidado sobre esses pedacinhos e depois lavar as mãos. Cair e virar pó.
Vontade de ser transformada em pó e de repente passar o vento e me levar, fosse para qualquer lugar, diante de qualquer inverno, de qualquer inferno, que o vento me levasse e me espalhasse pelo mundo. Talvez assim eu não me importasse com o tempo que não se importa comigo. Talvez os dias fossem apenas bonitos, nem tão curtos, nem tão longos, ou sei lá, eu não ia me importar mesmo, poeira não tem sentimento, não tem saudade.
Poeira não tem alergia, não tem vontades, nem compromissos e nem responsabilidades e nem a culpa de nada não ter nada certo por causa dela. Não que não dê, mas ela simplesmente não se importa. Ser poeira e dali por diante não chorar mais, não amar mais, não sentir tanto assim por algo que nem dói tanto assim. E eu que pensei que só o tempo não esquecia de mim. No mais, isso passa.