sábado, 18 de abril de 2009

SE fosse assim.

Se ele me amasse mais que qualquer coisa nesse mundo, eu juro que faria dele o rapaz mais feliz. Deixá-lo-ia livre para ir onde quisesse e esqueceria a porta aberta, para quando ele voltasse.
Esqueceria café na cafeteira, para caso sentisse sede e dormiria de um lado só da cama, para quando sentisse sono. Eu só queria que ele não esquecesse que a única no mundo que ele amava era eu. Sabendo disso, respeitando isso, fosse onde quisesse ir.
Amá-lo-ia diante de seu sorriso, diante de qualquer outro fator relevante ou não. Eu o amaria demais para deixá-lo partir, partir para sempre. E eu sei tão bem que o prendendo o faria ir. Quem dera, meu Deus, quem dera fosse eu. Quem dera fosse eu a moça que lhe bebe as mágoas e lhe toca o coração, quem dera fosse eu quem ele mais queria ter para sempre. Se ele me amasse mais que qualquer coisa nesse mundo, eu juro que faria dele o homem mais feliz que poderia haver. Juro que sob nenhuma condição eu o deixaria sozinho, sob nenhuma hipótese eu o faria sofrer demais. Como eu conseguiria? Como eu seria capaz? Eu não seria, nunca seria. Eu queria que ele me deixasse amá-lo mais do que qualquer coisa nesse mundo, mas ele tem medo de me permitir, tem medo de não conseguir também. E tudo o que ele faça ou diga, só faz com eu o queira mais, sempre mais.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ele ainda acredita em uma garota que não fuma, que usa o histerismo para conseguir o que quer e que ama por não ter mais opção alguma. Acredita em uma garota que liga para fazer cobranças de onde ele está e que ele pertence à ela, ele nem deve saber o que é amor intenso, e se sabe?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

......Devo explicar o quanto és tentadora para mim?

Os mortos mais vivos.


Nem eu sei o que faria caso alguém chegasse para ele e de repente contasse tudo o que eu passei cerca de dois meses para manter debaixo da terra, sem que ninguém desconfiasse. Poderiam me prender por ter um cemitério clandestino sob meus pés, mas nunca por amar alguém que não corresponde às minhas expectativas. E depois de sessenta e poucos dias a minha língua maldita acha de falar demais e a minha consciência não me apoiou em nenhum instante, tive que desenterrar meus cadáveres.
Queria eu poder controlar esse vai e vem de emoções e dizer que quando estiver afim de ir, que vá em alguém que possa segurar com cautela e não em alguém que nem vai querer segurar. É foda mesmo.
Mentira, eu não queria não. Ele é o que melhor poderia me acontecer - mesmo não acontecendo.
E os cadáveres resolveram então fazer gracinha e agora não me deixam mais dormir, ficam me assombrando no quarto, fazendo sombrinhas na luz da lua e remexendo os galhos das árvores só para atrapalhar meu sono, antes fosse só isso. Minha cabeça está cheia do fulaninho que parece que vai esborrar por todos os lados, sabe como é? Sabe quando você não consegue pensar em mais nada e nem em mais ninguém? Então, malassombro dos infernos que me dói no coração, se bem que doeria bem mais se ele fosse embora, embora nem tenha chegado.
Então eu sento naquele banco de cimento à beira mar, entre amigos, as conversas vão fluindo e eu lá olhando para ele, vidrada. Mentira, não era vidrada, mas eu sabia disfarçar bem, ou um pouco, enfim. Eu sei que ele era tudo o que mais brilhava e era só o que eu via, era inevitável, era um sem querer muito querido, só ele não percebeu. Menos mal, vai que ele virava para mim e perguntava se eu ia tirá-lo para dançar. E era uma sina, eu juro, era sina! Eu levantava, andava, andava, dava uma volta, parava no meio da multidão e quando pedia desculpas para a cara ao lado que eu tinha esbarrado sem querer, era ele. Eu ficava meio sem graça, andava novamente, encontrava uns conhecidos que ele conhecia também e ele sempre parava no mesmo ponto. Então um tempinho depois, já distanciados, eu já estava indo embora, despedi-me de uns amigos e pedi para mandar-lhe um beijo, e lá do outro lado, quase atravessando a avenida ele estava vindo, na mesma direção. “Estou indo, a gente se vê no curso, ah! As ondas não estavam muito boas e ainda por cima, os gringos ganharam o campeonato.” Eu realmente não tinha nada para falar, era só para olhar para ele um pouco mais. Eu nem sei nada sobre surf, eu odeio o sol, embora a informação fosse verdade, mas e daí? Eu queria mesmo era abraçá-lo ali mesmo e nunca mais na minha vida largar, nunca mais. Ele tem um cheiro atrativo, fala rápido demais e eu fico viciada em ouvi-lo contar alguma coisa, ele tem uma voz linda, o sorriso é tão bonito quanto e acredite, até olhá-lo ficar sentado sem fazer nada, sem falar nada, sem olhar para nada, me fascina.
Uns dizem que é coisa de gente boba apaixonada, eu acho que é só coisa de gente boba, deveria mesmo era ter levantado daquela porcaria daquele banco dizendo que ia comprar cigarro e nem querer mais esbarrar com ele. E o vício que ficou em mim? Não pelo cigarro, antes fosse. Quem disse que é fácil assim de controlar? Ah, inferno!
Eu sei que eu segui, com meus anjos ao meu lado dizendo que meus olhos brilhavam demais quando falava nele ou estava perto dele, e tudo o que eu pensava era se eu não tinha nada melhor para falar do que aquele caralho daquele comentário visivelmente dispensável.
Nessas horas que eu queria entrar em um bar, beber horrores, jogar bilhar e ir embora para casa, sem dizer uma palavra com nenhuma pessoa, mas fiz coisa melhor, fui tomar sorvete e pensar um pouco nele.
Às vezes eu me pego sentada na ponta do sofá, tomando um café quentinho, olhando pela janela gradeada. É uma imensidão de céu e que nunca acaba diante dos meus olhos, e eu fico lá insistindo em encontrar um ponto final para saber se está muito longe de ele me amar um pouquinho só, só um pouquinho de tamanho de bem pouquinha coisa... Pois está, procurar fundamento em um horizonte é perda de tempo, procurar um fim no infinito é muito bonito, muito poético, mas eu tenho mais o que fazer.
E tenho mais o que pensar a respeito de muita coisa de verdade e que me rodeia aqui e agora e não em uma ilusão, tenho mais é que rir sozinha do que sentar e esperar com a cabeça nas mãos uma gargalhada linda que ele dá e com certeza não é por eu estar ali, tenho mais é que me desprender dessa miséria dessa corda que está tentando me enlaçar e não quer mais me deixar fazer nada sem pensar em algo diferente dele. Eu tenho mais é que dormir, dormir com uma esperança linda de acordar. Tenho mais é que sair por aí pelo mundo, me apaixonar por alguém que eu não vá ver nunca mais, me apaixonar por alguém que se apaixone por mim, me apaixonar por alguém que se importe quando eu estiver ali e não me apaixonar por alguém que é apaixonado por outro alguém, por alguém que está cagando e andando para a minha paixão.
E o pior, a sensação é a mesma de quando descobri que ele ama um outro alguém, o órgão muscular vermelho e oco está se rasgando e sangrando demais outra vez.

Não, de novo não, é esse o filme que eu não quero mais ver. E quem se importa?

domingo, 5 de abril de 2009

" Dizem que um dos dois sempre ama mais... Oh meu Deus, quem dera não fosse eu!"


quinta-feira, 2 de abril de 2009

"Na verdade, minha filha, você já está apaixonada por essa moça."


......................... E mudaram o canal da televisão.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Menino sem futuro.

Às vezes fica vazio, fica limpo, sem ninguém
Me disseram que será assim para sempre, com intervalos bem pequenos

Pois eu já sabia, e sabia muito bem.
Enquanto ele não queria nem saber
Continuava fumando loucamente e bebendo sem parar

Ficava dentro do banheiro e eu nunca sabia se ia voltar
Era o meu menino, meu menino sem futuro.
Morria por dentro e por fora, todos os dias
Dormia com tanta pressa e com tanto medo de acordar
Ele era uma poesia de Álvares de Azevedo
O menino era o medo da multidão
Era o sangue do crepúsculo que escorria sem parar
Sorte dele não parar.
Vez ou outra, sem querer, ouço gritos sem precisão
Os gritos me ensurdecem num silêncio de se estranhar
Aqui dentro
Deve estar um grande caos e quer saber?
Estou sempre ocupada demais
Eu sempre sinto mais saudades
E eu amo muito mais
Quero muito mais
Dói aqui dentro muito mais do que pode ser descrito em palavras tão medíocres
Mas você sabe
Eu estou sempre ocupada demais.